Twitter Last.FM Comunidade do Orkut MySpace Palco MP3
 
 

Entrevistas

Entrevista dos cucastortas para um blog

1) Como surgiu a ideia de montar uma banda como os cucastortas?

Bom, primeiramente agradecemos pelo espaço e pela entrevista. Na verdade cucastortas surgiu nos palcos e da amizade que os quatro desenvolveram (Btt, Sami, Paim, Nano), e inicialmente não existia uma idéia formada sobre o que seria este coletivo. Com o passar do tempo fomos amadurecendo as idéias e a questão da música autoral se tornou prioritária para a banda, juntamente com as letras que buscam passar mensagens libertárias e de luta. Por não nos prendermos à um estilo musical específico, decorrente das influências bastante diferenciadas de cada um de nós, nossas canções contemplam diversos estilos e podemos nos chamar degenerados.

2) O que mais chama a atenção na banda, ou para a banda?

Nos chama a atenção o fato de que estamos conseguindo um respaldo muito positivo nas construções de nossas canções e também do público que vai nas nossas apresentações. É maravilhoso para uma banda independente e autoral ver que as pessoas estão gostando do seu trabalho e compreendendo as mensagens.

3) De onde surgiu esse nome 'Cucas Tortas'?

O nome cucastortas veio de um devaneio coletivo. O nome caiu muito bem na proposta que a banda se encaixa, pois cucastortas quer dizer a serenidade em um mundo louco e consumista, no caso, se ser normal é o que está estabelecido por regras, leis e padrões (impostos historicamente), preferimos ter as cucastortas e galopar contra a ventania. Acreditamos assim ter um compromisso com a questão humana, em frisar a liberdade que não é esta que nos impõem (liberdade de consumo) e cantar bem alto contra as histerias do poder.

4) Qual o rótulo mais bizarro que a banda já recebeu?

Acreditamos que já fomos rotulados de várias coisas de gente que gosta de nós e também de gente que nos odeia, mas geralmente esses rótulos não chegam aos nossos ouvidos. Afinal é mais fácil taxar os outros pelas costas do que falar na cara. Mas isso realmente não nos preocupa, quem tem o que fazer não perde tempo em criar rótulos.

5) O que vocês mandariam para o inferno?

Apesar de todos nós já estarmos no inferno (o inferno é aqui), mandaríamos para o (pro)fundo do inferno, em especial neste momento, a classe política brasileira, donos das terras e dos meios de comunicação. Estes sempre foram e sempre serão inimigos do povo. E se existe inferno depois da morte, o diabo que se cuide, pois nossos políticos poderão roubar o seu inferno, colocá-lo na prisão e taxá-lo de sem terra.

6) Se pudessem ter a oportunidade de tocar com alguma banda qual seria?

Nenhuma banda em especial, mas sim tocaríamos com prazer com bandas que tenham um objetivo sincero e que toquem para o bem.

7) E qual seria a banda que vocês não tocariam nem a pau?

Não tocaríamos de geito nenhum com bandas preconceituosas ou aquelas que contribuem para a alienação das pessoas, leia-se bandas e grupos que estão em conforme com o sistema.

8) Vocês tem alguma preocupação com o visual?

Depende. Se temos apresentação somente com cucastortas, sim, temos uma produção visual. Isso está em constante modificação e pensamento, pois sempre estamos buscando novas formas de visual. Porém quando tocamos com outras bandas e grupos, a questão visual não é essencial pois temos de manter nossa essencia sem comprometer as outras bandas.

9) Quais são os próximos projetos da banda?

Agora estamos focados na gravação do nosso primeiro CD oficial, o Varal das Idéias. Este disco conterá as primeiras composições da banda, e estamos muito contentes em gravar depois de tanta peleia. Existem outros projetos, mas agora o foco é o CD.

10) Deixa um recado pra essa gurizada de hoje

Bueno, primeiramente valeu pelo espaço, gostaríamos de agradecer às pessoas que sempre nos apóiam e nos dão força, em especial nossas companheiras, e pra quem quiser conhecer os cucastortas e baixar nossas canções, vai lá no site - http://www.cucastortas.mus.br . Abração!!!!

Entrevista dos cucastortas ao programa de rádio MusiCaxias 87.5 FM

Entrevista da banda no programa MusiCaxias 87.5 FM, apresentado pelo músico Ricardo Dini, no dia 15/11/2008, juntamente com a banda Álgida.

Clique aqui para baixar e ouvir a entrevista

Entrevista dos cucastortas ao HeavynRoll Messenger

Esta entrevista foi cocedida por Nano e Sami em comum acordo com os outros integrantes da banda por E-mail.

HEAVYNROLL – A banda teve início no começo de 2006, e vem mostrando um trabalho bem coeso e cheio de novidades, até um pouco além da compreensão dos Caxienses. Uma banda que veio de surpresa e cativou muita gente com sua performance singular. De praxe, queremos saber como isso tudo começou, onde se conheceram, e como o destino juntou mentes tão entrosadas em um mesmo propósito?

CUCASTORTAS - Sem dúvida, um dos motivadores dessa gênese esteve na universidade lá por 2005, quando Btetê, Sami e nós tocávamos, principalmente, nas festas do curso de História, em que éramos colegas. Por outro lado, Paim e eu havíamos tocado por um tempo com uma banda de som progressivo e tal, e mesmo tendo acabado aquela formação, seguidamente nos encontrávamos pra “fazê um barulho”. Até que fomos convidados para tocar na Festa de Formatura de um amigo nosso no Bar Galleria no início de 2006. E foi nessa noite já no palco e sem ensaio, que os quatro integrantes pela primeira vez fizeram sua aparição numa apresentação acústica e bem divertida, contando que estávamos paramentados com saias num cenário todo caracterizado e tocando sons cheios de brasilidade e rock gaúcho. O encontro dessas quatro cucas e a energia que rolou solidificou a formação que viria a ser a banda “Cucastortas”. Como o retorno da galera no dia da apresentação havia sido tri bom, passamos a nos encontrar mais e já pensar em uma formação para banda com equipamentos completos e tal. Porém, Paim, Sami e Btt eram guitarristas, e o Sami solucionou se propondo a tocar contrabaixo. A partir de então iniciamos alguns ensaios aqui em minha casa, no lugar que se tornaria a “cucatoca”. Os convites pra tocar começaram a ser cada vez mais freqüentes, e logo estávamos com três, quatro canções autorais prontas e de lá pra cá o ritmo não diminui, estamos com pouco mais de 20 músicas próprias, fora as inúmeras releituras de sons “Lado B – C” de músicas brasileiras e latinas (entenda-se a dos hermanos).

HEAVYNROLL - Os Cucastortas tem um estilo difícil de definir, hora samba-rock, hora piscodelia, hora "rock-nativo" e latino... Segundo a própria banda, é na "fusão de elementos pessoais, carregada de ideologia libertária e letras de conteúdo social, que demonstra sua atitude diferencial, tentando, através da música, contribuir na construção de um mundo melhor e mais justo." Qual a fonte de inspiração das letras e a que se apóia o conteúdo? Notamos um nível intelectual e de discernimento bem firmados nas canções (um pouco esquecido nos tempos de hoje). Há uma ideologia comum entre os integrantes da banda? Quem é o responsável pela parte escrita?

CUCASTORTAS - Importante citar que no ano anterior ao da formação da banda, integramos alguns movimentos estudantis e de trabalhadores, os quais se caracterizavam por ser combativos e de caráter libertário, com uma organização em rede, portanto sem hierarquia. Esse período de intensa manifestação foi muito fértil, pelo próprio movimento de contestação no nível acadêmico e social. Entendo que, enquanto indivíduos conscientes de sua condição de “sujeito-histórico”, portanto capazes de promover mudanças em seu meio, temos uma necessidade de praticar essa teoria. E isso encaixou como uma luva dentro da proposta da banda, que desde o início tratou em suas composições assuntos filosóficos de caráter social, de luta e também individual. A liberdade na produção das canções permite que apresentemos uns aos outros: melodias, letras, arranjos, bem como a criação coletiva.

HEAVYNROLL – "O objetivo da banda é a produção de músicas autorais de qualidade." Ouvindo a Demo lançada este ano (2008), podemos notar estas fusões de estilos, inclusive com uma cantada em espanhol, a "Carinito". O repertório dos shows é 100% próprio, dessa maneira, como vocês vêem a receptividade do público? Já que hoje em dia é comum dosar o set com covers, está funcionando como esperavam?

CUCASTORTAS - Hoje em dia, já com alguma projeção na cena musical da cidade, arriscamos com mais tranqüilidade em tocar apenas canções autorais. Porém, no início foi necessário mesclar algumas releituras em nossas apresentações para evitar o estranhamento de tocar apenas músicas próprias e nada convencionais ao público. Claro que nos locais em que não nos conhecem, incluímos outras músicas. Entendo que essa mudança de paradigma na cultura da cidade vai partir da ousadia dos bares e das bandas em promover eventos nessa direção. Outro elemento que permeia a historia dos Cucastortas foi a amizade que criamos em meados de 2006 com um hermano equatoriano chamado Luis Sandoval, que nos apresentou a cumbia, um ritmo latino americano contagiante. Gostamos tanto que fizemos uma releitura para Cariñito, uma canção ensinada por ele, e que é imprescindível nas apresentações. Nosso repertório geralmente é composto por todas nossas canções e algumas releituras. Mas em festivais e apresentações em parceria com outras bandas, tocamos apenas Cucastortas.

HEAVYNROLL – Uma música que se destacou foi "E o Povo Dança", que tem em sua letra uma crítica aos tempos modernos do consumismo. Ela inclusive ganhou o primeiro lugar no Festival do Sesi, em 2007 (OFF – colocarei o link para acesso ao vídeo). Quantas bandas havia neste festival, e como foi a conquista desse prêmio?

CUCASTORTAS - O Festival do SESI infelizmente é pouco divulgado e, portanto, pouco conhecido. Por acaso fomos convidados a participar em 2007. A premiação ocorria a cada fase do Festival; vencemos em primeiro lugar tanto na municipal como na regional. Na fase municipal eram em torno de 15 bandas, classificamos em primeiro na categoria comunidade. Na regional, eram menos de 10 bandas e três classificaram. Finalmente, fomos à Tramandai participar da última fase, que era a estadual, com outras 17 bandas, e quem levou foi um pessoal de Bagé, se não me engano.

HEAVYNROLL - Já tivemos a oportunidade de ver um show da banda, e confesso que fiquei impressionado com a originalidade. Mas o que mais me chamou a atenção na ocasião foi a produção... Roupas, máscaras e palco. Aquelas máscaras dão um ar misterioso e ao mesmo tempo alto astral a banda, uma coisa surreal como que exteriorizando o ser artístico e ocultando o mortal. Como surgiu essa idéia? Ainda adotam esses ornamentos?

CUCASTORTAS - Em relação aos ornamentos, eu atribuo o incentivo às nossas companheiras, que de uma ou outra forma também atuam como artistas. Auxiliam-nos e inclusive participam através do cenário, ou performances durante as apresentações, juntamente com outros amigos.

No momento, estamos utilizando pouco desse diferencial, pois as circunstâncias e o curto tempo impedem uma produção mais inspirada, mas sem dúvida pretendemos retomar essa parte do espetáculo.

HEAVYNROLL – Houve um episódio na última Festa da Uva onde a banda foi envolvida em uma lastimável situação. Inclusive teve tópicos e notas de Paim intitulados "Paim solta o verbo", onde contou tudo o que ocorreu. Como vocês vêem a iniciativa da administração Caxiense com os artistas locais? O título de "Capital nacional da Cultura". A repercussão daquilo surtiu algum efeito, no meio, ou à banda?

CUCASTORTAS - O questionamento foi legítimo, mas não podemos esquecer que essa postura do setor cultural da prefeitura foi prejudicial a todos os artistas selecionados a tocar naquele palco. Creio que tocamos apenas para amigos, pois a circulação de pessoas era praticamente nula naquele espaço. Completo descaso com os artistas conterrâneos da capital nacional da cultura. Essas atitudes levam a crer que há dois pesos e duas medidas, conforme a conveniência da administração. Tivemos antes desse fato um embate com a comissão avaliadora e os administradores do Fundo Pró-cultura, para o qual fomos indicados, mas não contemplados, pois houve, por parte dos avaliadores, um desrespeito ao edital, prejudicando grupos das diversas áreas culturais. Muitos acabaram questionando o processo, diferentemente dos que apenas acataram as imposições dos "burocratas de plantão" e puderam continuar participando. Na época, juntamente com outros artistas prejudicados, criamos o Movimento Cultura Cidadã e fizemos um ato de repúdio ao processo seletivo do Fundo Pró-cultura, manifesto que inclusive foi capa de um dos cadernos do jornal local, o que fez transparecer à comunidade algumas das atitudes dos gestores culturais. A partir de então, não conseguimos apresentações nos eventos produzidos pela Secretaria de Cultura.

HEAVYNROLL – Bem a demo foi lançada e passaram-se quase 1 ano. Colhendo os frutos desse trabalho? Trabalhando em nova Demo, ou já se preparando para o Debut? Quais os próximos passos dos Cucastortas? Há composições suficientes para um álbum oficial?

CUCASTORTAS - Desde o início procuramos registrar nossas músicas. Isso de alguma forma era um modo de garantir a continuidade das muitas idéias que rolavam durante os ensaios, e acabaram por se tornar as canções que hoje apresentamos. Um grande amigo, que nos deu uma força no princípio dos cucas, foi o Soma, músico de Farroupilha que tem um estúdio em casa e nos recebeu para fazermos as primeiras gravações. Foi com esse material que demos os primeiros peitaços... Já a Demo foi uma conseqüência por não havermos recebido o Fundo Pró-Cultura. Foi necessário registrar algumas canções para poder divulgar o trabalho. Com recursos próprios e a parceria do camarada Ismael Arroz do "Studio M'érica", finalizamos no verão 2007/2008 as seis canções, que inclusive estão disponíveis em nosso sítio cucastortas.mus. br . A questão comercial nesse primeiro momento não é relevante, tanto que o preço da Demo é de apenas cinco pratas. O que é muito motivador é saber que as pessoas estão nos escutando através da internet, e nas apresentações isso fica evidente quando percebemos mais da metade do público cantando as nossas canções. É tri legal mesmo! Sem dúvida temos músicas para até dois discos. Estamos providenciando o nascimento do primeiro álbum, "Varal das Idéias", através de nossa amiga, a produtora Renata Dalla Santa de Carvalho, mas como é sabido de todo artista independente, esse é um processo lento e geralmente oneroso. No momento aguardamos o resultado de uma comissão da LIC Municipal, que está avaliando nosso projeto para enfim liberar (ou não) a captação de verba junto à iniciativa privada. Algumas dessas pessoas já estiveram envolvidas com o Fundo Pró-Cultura e, de alguma forma, acompanharam nosso embate à época com a questão da legitimidade do processo de seleção. Agora é aguardar pra ver. A impressão que colhemos desses projetos de incentivo é que, independente de haver um respaldo do próprio edital, tudo deve ser realizado conforme o "entendimento" daqueles que irão deliberar... Nesse ano de 2008, tivemos algumas saídas às cidades vizinhas e POA. Para o próximo ano, pretendemos intensificar essa atuação fora de Caxias e levar nossos sons a todas as paragens possíveis. Realizaremos também parcerias de tocar nos bairros, junto às comunidades carentes em projetos educativos, objetivando mostrar um pouco da outra face da música, em que ela não precisa apenas ser consumida, mas também produzida. Acreditamos que isso possa criar um filtro, uma reflexão frente ao despejo que a mídia lança regularmente em nossos ouvidos.

HEAVYNROLL – Essa pergunta nós sempre fazemos, e sempre faremos, pois achamos de total importância para a música de Caxias do Sul, onde se concentra uma boa porcentagem do talento brasileiro. Como observam a união dos músicos de Caxias? Casas noturnas, relacionamento banda-a-banda, há uma rivalidade ou concorrência?

CUCASTORTAS - Talvez por estarmos dentro do movimento "Faça Você Mesmo", isso soe um tanto óbvio, mas entendo que embarcamos numa fase musical em que vários artistas estão privilegiando menos os "covers" do que seus trabalhos autorais. Arrisco citar alguns nomes: Pindorália, MultiVerso, Caixa Azul, Bacon 27, A Célula, Rotu Votú, Ladrões de Diamantes, DaRaíz, Natural Dread, entre outras tantas... E em nosso caso da produção alternativa, o que fica mais evidente é a união de algumas bandas em torno do objetivo de conquistar espaço pra esses trabalhos próprios. Um exemplo disso foi a quantidade de bandas que havia para se apresentar no ManiFestaSol, evento cultural auto-gerido que rolou no último dia 08 de novembro. Éramos cerca de dez bandas, mas por motivo de tempo, apenas sete puderam se apresentar, e todos trabalharam para concretizar o fato. Outra evidência foi o Soma Alternativa que ocorreu em maio desse ano com bandas autorais, isso sem falar nos inúmeros festivais undergrounds que ocorrem por aí. Entretanto, numa visão geral de Caxias, minha percepção é que há pouco apoio entre os músicos, uma espécie de cada um por si. Mas não me sinto com propriedade pra comentar isso. Os bares também têm que trabalhar com o que garante o giro comercial, e nem sempre é possível conciliar o que se gosta com o que traz grana, infelizmente. Mas como já foi citado, entendo que é um processo "pedagógico" essa mudança de paradigma musical na vida noturna da cidade. É necessário um esforço em conjunto de bares e músicos, mas isso passa por interesses financeiros e, afinal de contas, quem pode afirmar que se deseje alguma mudança mesmo nesse cenário. Quem somos nós pra dizer isso mas acho importante problematizar, causar essa discussão.

HEAVYNROLL – Entre os músicos da banda, há atividades paralelas, outras bandas, outros tipos de trabalhos artísticos?

CUCASTORTAS - Além de tocar e compor com a banda, sempre procuramos, somado à galera, promover algum evento de caráter cultural que agregue essas cucas a fim de agitar a cena e fazer a diferença.

HEAVYNROLL - Bem, conhecemos mais um pouco dessa talentosa e original banda de Caxias, agora um "Alô" dos Cucastortas para os fâns e a quem não conhecem ainda! La palabra es el suyo Cucastortas!

CUCASTORTAS - Agradecemos o carinho, as críticas e sugestões dessa gente de bem e que também quer viver melhor. Acreditamos que o pensamento e a ação da banda no momento estão contemplados nessa entrevista “afinada com a cultura”. Parabéns ao Heavynroll pela iniciativa. Boa sorte e vida longa!

Cucastortas - Todos os direitos reservados.
Contatos para shows: (54) 9169.9850 com Samuel

contato@cucastortas.mus.br | Contato

Desenvolvimento Marco Borges